Eu estou com raiva. Estou com muita raiva. E estou com raiva de sentir essa raiva.
Nesses últimos dias, uma inveja está me corroendo por dentro, tanto que não me permite trabalhar como antes. Não consigo mais entrar naquele restaurante e sentir a felicidade que eu sentia antes, é como se aquele lugar me deixasse ainda mais irada.
E essa ira me remete ao sentimento de futilidade, porque eu realmente queria ser como os meus amigos... Vivem pra estudar e mesmo não trabalhando conseguem manter os seus hobbys e desejos. Eu não consigo mais aguentar aquela rotina... Trabalhar, agradar a mãe e não conseguir nada em troca. Tudo que eu peço é passado na minha cara como se eu não tivesse merecido aquilo que pedi.
Eu tenho um notebook o qual minha mãe não usa por ter um computador no restaurante. Um notebook muito velho e eu venho pedindo há meses um novo, essa semana minha mãe comprou um notebook pra ela. Um note muito bom por sinal e eu sei que ela não vai usá-lo, mas não vai me deixar usá-lo também. E eu fico morta de inveja. E eu realmente, juro por Deus, não quero sentir isso, mas não posso evitar.
O pior é que não posso sair e trabalhar noutro lugar, estou presa por uma grossa corrente a ela e a minha raiva só pressionando o meu juízo. Uma hora eu vou explodir de alguma maneira.
Não sei mais o que fazer pra amenizar essa inveja, essa raiva. Não sei.
quinta-feira, 15 de março de 2012
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012
Tremenda[o] covardia
Sempre quis me mostrar uma pessoa corajosa, daquelas que fogem da escola sem medo do castigo dos pais ou da diretoria. Daquelas sem medo de conflitos, sem medo de se impor ou de tomar as dores de outras pessoas quando elas precisam.
Um certo amigo meu disse que conflitos fazem parte da existência, eles são necessários para o aprendizado. Então, saindo do pressuposto de que estou fugindo dos conflitos, eu estou fugindo de aprendizado? De experiências? Eis a grande questão.
Antes de mandar a minha madrasta tomar refresco em lugares não muito convencionais eu pesei as consequências do meu ultimato: Em troca de paz de espírito e precisava perder parte do crescimento do meu amado irmão que acabara de nascer. Eu escolhi a paz de espírito e escrevi a carta que enviei pra ela com as mãos tremendo de medo.
Passei duas semanas inteiras sem falar com o meu pai depois disso por ele tê-la defendido, mesmo sabendo e estando presente quando ela fazia as besteiras que fez. Hoje estamos bem [eu e meu pai] e o meu irmãozinho é levado para minha casa de tempos em tempos. Antes ele me reconhecia, brincava comigo, ria pra mim, gostava de mim, hoje ele não sabe quem eu sou. Uma consequência inesperada do meu ato.
Eu tirei uma lição depois do que fiz [Não se enganem, eu nunca me arrependi deste único ato de coragem]... Nem sempre as consequências podem ser previstas, e são justamente as imprevistas que doem mais.
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012
Eu só queria que eles calassem a boca
AHHHH!Eu odeio brigas perto de mim. SEMPRE me irritam aqueles gritos, é como se a linha [muito] tênue de equilíbrio dentro da minha casa se quebrasse e tudo caísse dentro de um grande buraco negro.
Acho que isso veio da separação dos meus pais. A briga final, aquela que definiu o fim do casamento, foi a pior de todas. Gritos, celulares jogados pelos cantos, portas batendo, xingamentos sujos. A porta da frente se fechando com uma grande baque foi a sentença: Não haveria mais uma família completa naquela casa.
Agora que a fase da separação passou, meu pai se casou e constituiu uma nova família e minha mãe está feliz com o seu namorado, minha irmã se casa com um rapaz de quem eu gosto muito, mas é tão cabeça dura quanto ela. Dois bicudos não se beijam e a confusão começa.
Gritos e esperneações pra um lado. Bolsas e utensílios destruídos para o outro e vamos levando a vida dentro de um inferno. É nessas horas que você põe o fone nos ouvidos e coloca um rock bem pesado no último volume, mas nem sempre dá certo. Parece que os gritos conseguem ultrapassar a barreira imposta pelo meu acessório e chega aos meus ouvidos me deixando altamente irritada. E inquieta. É como se eu tivesse retornado pra o ultima dia do casamento dos meus pais.
Mas também tem o meu problema com a minha mãe. Eu não sou uma santa, MUITO menos ela. Minha mãe é o tipo de pessoa que mesmo errada está certa. E mesmo sabendo que está errada, está certa. Isso rende muitas discussões. Não aprendi a ignorar coisas que me parecem erradas. E ela não aprendeu a baixar a cabeça quando está errada. Novamente dois bicudos não se beijam. E o pior de tudo é que eu fico tão impaciente com toda a confusão que acabo descontando em outras pessoas que não merecem escutar. Minha avó e meu melhor amigo. Pessoas que fazem muito por mim e não recebem o que merecem e isso pesa na minha consciência depois. E dormir de consciência pesada não é pra todo mundo.
Ai ai... Vou tentar e conseguir aprender a fórmula da paciência. O mais rápido possível.
terça-feira, 21 de fevereiro de 2012
Assexualidade sexuada
Assexualidade é a ideia de orientação sexual caracterizada pela indiferença à prática sexual, ou seja, o assexual é um indivíduo que não sente atração sexual, tanto pelo sexo oposto quanto pelo sexo igual.
Eu sinto inveja. Sinto raiva. Sinto excitação. Sinto tudo que um ser humano normal poderia sentir, menos desejo. Não consigo desejar ninguém. Seja homem ou mulher. E isso me dói.
Não sou de apressar coisas. Colocar o carro na frente dos bois [Como diz o velho ditado]. A única vez que fiquei com um rapaz, [Só sei o seu nome: Hugo] numa boite de música ruim no aniversário de uma grande amiga, me rendeu noites de insônia. Eu pensava como eu tinha chegado naquele ponto. Desesperada pra sentir algo fora da hora. Com medo de que todos fosse ser felizes e eu ficasse para trás. Sozinha.
Olho pra o meu futuro e consigo me enxergar com uma pessoa, porque eu realmente quero dividir minha vida com alguém, porém não vejo como. Tenho pressa, mas não posso me antecipar e fazer besteiras. Eu quero me apaixonar, sentir o amor que os livros tanto me exemplificaram, me mostraram, me fizeram sentir inveja. Quero saber como é esse amor avassalador que te faz ficar de pernas bambas quando ele/ela te beija.
Eu sigo o meu próprio ritmo, mas é justamente esse ritmo que me prende no mesmo lugar [Acho que eu poderia chamar isso de "Terceira perna"], um peso morto me prendendo num grande pilar de covardia. Esse ritmo me mantém sã e me enlouquece ao mesmo tempo. Sei que ele me protege, mas não saber quando a grande hora vai chegar me mata, me corrói por dentro!
Daí vem as palavras de conforto. "Calma, Paula..."; "A hora vai chegar!"; "Espere mais um pouco"; "Não se antecipe"; "Deus escreve certo sobre linhas tortas" [Essa é a melhor.]
Não dá pra confortar uma pessoa se você não sabe o que ela está passando. Não dá pra sentir por ela!
Enfim, enquanto a hora não chegar, ficarei aqui esperando sentada pela pessoa certa. Seja homem ou mulher. [Fica meio difícil saber a sua própria sexualidade quando o seu ícone de sexualidade é um homem andrógeno gay] Ou nenhum dos dois.
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